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PARTICIPAÇÃO FEMININA NO CRIATÓRIO PORTO AZUL Dizem
que por detrás de um grande homem, existe sempre uma grande mulher. Por
mais superficial que seja o conhecimento que tenhamos sobre Newton
Sturzeneker, podemos concluir que o ditado popular tem fundamento,
permitindo que a ele façamos uma pequena alteração, dizendo: Por detrás
deste grande criador, existe uma mulher participativa e tão entusiasta
do cavalo quanto ele, capaz de sacrificar qualquer opção de lazer, para
acompanhá-lo onde quer que compareça. Prova
disso, é que durante as Exposições Nacionais, enquanto as esposas de
outros criadores saem em excursões por cidades vizinhas, ou mesmo em
passeios
pela grande Belo Horizonte, onde costumeiramente fazem compras, juasette
Sturzeneker pode ser vista todo o tempo ao lado do marido, seja nas
cocheiras, ajudando-o a cuidar de pequenos detalhes, ou seja, nas
arquibancadas, acompanhando atentamente os julgamentos. "Eu
já fui várias vezes a Belo Horizonte a passeio, mas nunca fiz turismo
durante as Exposições da Raça”. Esse interesse, que acabou virando
paixão pelo Cavalo Mangalarga Marchador, deve lhe ter sido transmitido
como se fosse uma "doença contagiosa, depois de quase quarenta anos
dividindo o cotidiano com Newton Sturzeneker”. Lógico
que não tem o mesmo conhecimento sobre cavalos que Newton, mas dona
Zezete - como é carinhosamente tratada pelos amigos, acabou também se
transformando numa criadora, hoje fazendo parte do quadro social da ABCCMM,
e mantendo sob sua custódia o sufixo STZ. "Só não me dedico mais
intensamente aos animais, acompanhando Newton no dia-a-dìa das
fazendas, porque faço questão de administrar nossa casa, e ainda dar
alguma eventual cobertura aos nossos filhos e netos" Hoje
Juasette Sturzeneker se diz uma mulher realizada, 'mas não esqueceu das
dificuldades do começo de vida, quando ainda moravam numa casa humilde,
em Conselheiro Pena: "O começo foi difícil, mas acho que é assim
que a gente aprende a valorizar as coisas, e respeitar as pessoas,
tratando-as com igualdade" Não
viveram sobressaltados com relação a compromissos econômicos, mas houve
um falo muito marcante, e que chegou a mexer com o emocional de toda família
Sturzeneker: "Foi quando Capricho ficou doente. Nossa!... Newton
parecia que ia ficar doido. Queria vê-lo recuperado a todo custo. Ele só,
não. Nós todos. Meus filhos, minhas filhas, meus genros e até as minhas
noras sofreram durante dois anos, como se alguém da família estivesse
doente" Ela
conta que seis dos oito filhos já se casaram, e lhes deram um total de
treze netos, mas que, apesar de transcorridos tantos anos, ainda se lembra
do dia em que conheceu Newton Sturzeneker". Ele estava montado num
cavalo. Eu era estudante, e ele, um marchante que começava a vida. Era um
rapaz muito bonito,mas logo depois que começamos o namoro, vi que ele era
muito mais que simplesmente "um caboclo arrumado", aprendendo
então a enxergá-lo por outra ótica. Passei a admira-lo por sua
seriedade, pelo seu dinamismo e pela sua vontade de vencer na vida"
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